Viúvas de oficiais reformados dizem-se determinadas para marcha ao Palácio Presidencial vestidas de sacos

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Os generais na reforma e viúvas de guerra decidiram na passada quinta-feira, 21, que a partir do dia 20 de Fevereiro, caso o Executivo não pague a dívida para com os oficiais generais, superiores, capitães e subalternos reformados vão sair à rua em direcção ao Palácio Presidencial à Cidade Alta, para ali permanecer até que sejam pagas todas as dívidas desde 2009.

Fonte: RA/VOA

As viúvas de oficiais dizem que estão dispostas a manifestar-se nuas para sublinharem a situação desesperada em que se encontram.

Falando em conferência de imprensa, os antigos oficiais reformados e viúvas deram o mês de Janeiro para que seja paga a dívida dos militares na reforma, e se isso não acontecer, o mês de Fevereiro vai ser de manifestações de rua em direcção ao Palácio Presidencial, como assegurou o brigadeiro na reforma José Nelson Ilimukeno da Associação dos Oficiais Generais, Superiores, Capitães e Subalternos Reformados.

“Se o camarada Presidente da República não pagar o que nos deve conforme a patente de cada um, a dívida das viúvas de guerra, podem contar connosco na rua em Fevereiro no palácio presidencial” disse.

O general na reforma e líder da associação emocionou-se ao pedir ao antigo colega de trincheira, hoje presidente e comandante em chefe, para orientar o pagamento de uma dívida que já vem desde 2009.

“Quem pode resolver o nosso problema é ele João Lourenço ele é que manda nos dinheiros do país ele é que manda em tudo, nós estamos numa desgraça, por favor paga o nosso dinheiro”, disse ele em lágrimas.

Caso a situação não seja resolvida até o último dia deste mês, os antigos generais não vão para a rua sozinhos.

“Caso não nos atenderem desta vez, nós vamos nos juntar aos nossos militares na reforma e vamos em direcção ao palácio e todas nós vamos sem roupa, e se acham que as armas da polícia nos vai intimidar estão enganados”, disse a viúva Isabel Luís que perdeu o marido há dezassete anos, um coronel das ex FAPLA.

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