No Cuango: Jovem de 19 anos internado com gravidade depois de ser violentado por agentes de segurança “Kadyapemba”

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A população do Cuango denuncia que a impunidade continua a ser uma realidade no seio dos agentes de segurança da empresa “Kadyapemba”, que protegem a Sociedade Mineira do Cuango, instituição que explora os diamantes na província da Lunda-Norte.

Jordan Muacabinza | Cafunfo

Esta impunidade, segundo os habitantes do Cuango e Cafunfo, “é o que tem dado azo aos seguranças Kayapemba para à prática de violência contra os cidadãos, pois mesmo assassinando pessoas nada lhe acontece”.

Fontes deste portal, indicam que a empresa “Kadyapemba” que assegura a Sociedade Mineira do Cuango que explora os diamantes na região, pertence a um grupo de Generais e altas patentes da Polícia Nacional.

Para os populares, a violação dos direitos humanos “tornou-se uma prática normal nas zonas de extracção mineira das Lundas, particularmente em Cafunfo e Cuango, em que as pessoas são mortas como que de animais selvagens se tratassem e as autoridades nunca responsabilizam os infractores”.

Quem desta vez caiu nas “malhas” dos homens de “Kadyapemba” é o jovem Alberto Alfredo, 19 anos, mais conhecido por “Beto” na (foto), espancado com catanas pelos agentes de segurança privada, causando-o ferimentos graves à cabeça que causou o seu internamento no Hospital Regional de Cafunfo.

O facto aconteceu quando a vítima, em companhia de mais cinco amigos, deslocou-se às proximidades da margem do rio Cuango, concretamente na área de Kamabo, de resto uma zona controlada pelos seguranças “Kadyapemba”.

Postos no local por volta das 8h00, segundo a vítima, o grupo que tentava transportar o cascalho foi surpreendido pelos efectivos da referida empresa de segurança privada, sendo que os seus colegas conseguiram fugir e Alberto Alfredo (Beto) teria caído na “emboscada” dos homens armados.

À RA, o jovem contou que foi “brutalmente” espancado com paus e catanas tendo sido desferidos vários golpes à cabeça que resultaram em sete pontos, cujo estado de saúde inspira cuidados.

Capequeno Henriques, um dos cidadãos que “escapou” da acção agressiva dos seguranças disse a este portal que, os garimpeiros têm feito o seu trabalho de exploração de diamantes na zona em que aconteceu o “acto criminoso” com a colaboração dos próprios seguranças pagando um valor de 5 mil kwanzas por dia.

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